A realização plena de uma leitura se dá quando ela é ativada, quando transborda para outras formas, interage com outras referências e se materializa em encontros, movimentos, rupturas, destruição e criação.
Pensando nisso, a Temporada de conspiração surge como um espaço para estimular, mais do que leituras e discussões sobre livros do nosso catálogo, encontros que articulem outras referências e inspirem mobilizações em diferentes espaços.
Mais do que um grupo de estudos ou um clube de leitura, a Temporada de conspiração propõe uma plataforma de encontros em torno das publicações da sobinfluencia.
Cada título funciona como ponto de partida para conversas com autores, tradutores, artistas e pesquisadores, abrindo caminhos entre livros, músicas, filmes, imagens e outras formas de pesquisa e linguagem.
Duração · julho a dezembro de 2026
Formato · um encontro remoto a cada quinze dias · atividade presencial complementar · gravação dos encontros e atividades
Eixo principal · política radical · tecnologia · cultura
COM LIVRO · R$ 510,00 · até 8x sem juros
5 LIVROS + 16 ENCONTROS – Menos de R$ 25 por livro e encontro
OS ENVIOS DOS LIVROS ACONTECERÃO NO DIA 1 DE CADA MÊS
INSCRIÇÕES ATÉ 25 DE JUNHO · NÃO SERÁ POSSÍVEL ADQUIRIR OS ENCONTROS SEPARADAMENTE
Abalar a cidade · Alexander Billet
Alexander Billet · Malu de Barros · discotecagem comentada com Kiko Dinucci PRESENCIAL
SOBRE O LIVRO:
Qual é a relação entre música e mudança social radical? Abalar a cidade – música e capitalismo, espaço e tempo, de Alexander Billet, explora essas inter-relações de maneira original e cativante.
Começando com a forma como o capitalismo e o Império têm distorcido progressivamente e atomizado nossas experiências estéticas auditivas ao longo do último século, Billet examina como as lutas sociais e os protestos em massa desafiam o isolamento e a commodificação da música.
Parte manifesto, parte exegese teórica, parte carta de amor à criatividade humana, o livro é um apelo rigoroso e poético para que nosso mundo seja tão musical quanto merecemos que seja.
OFICINA · Livros de artista, conhecimento hermético e a matéria de circulação
Besides the Screen PRESENCIAL
Pensar além da imagem implica questionar as suas infraestruturas de circulação. Partindo do low para chegar ao high-tech, a rede Besides the Screen convida para uma reflexão sobre formatos experimentais de publicação inspirada nas possibilidades do livro de artista. Apresentando ao público um repertório de procedimentos de linguagem que permitem ampliar o escopo do design de publicações, o painel vai discutir novas perspectivas, especialmente levando em conta as capacidades dos meios digitais. O objetivo é oferecer um ponto-de-partida para pensar de forma crítica e criativa o processo editorial como modo de compartilhar informações, materializar comunidades e produzir contextos de leitura.
Besides the Screen é uma rede de pesquisa interessada em todas as formas de cinema que não são filme. Desde 2010, organizou diversas publicações, mostras, festivais e conferências pelo mundo.
Além da imagem · Alessandro Sbordoni
Alessandro Sbordoni · Matheus Sodré · Giselle Beiguelman
SOBRE O LIVRO:
Hoje, não acreditamos mais nas imagens. Essa incredulidade é, em parte, produto da tecnologia. Do brainrot aos deepfakes, dos NFTs ao conteúdo descuidado, a função da imagem já não é a representação, mas apenas a reprodução do capital.
No século XX, a máquina automatizou as mãos dos trabalhadores; no século XXI, automatiza os olhos dos consumidores. A linha de montagem é atualizada pelo scroll.
Além da imagem propõe uma reavaliação da cultura visual na era da monetização de vídeo e da inteligência artificial.
Matéria escura · Gregory Sholette
Gregory Sholette · Ramo [coletivo Vilanismo] + um a confirmar
SOBRE O LIVRO:
A arte é um grande negócio, com alguns artistas capazes de alcançar somas enormes por suas obras, enquanto a grande maioria é ignorada ou descartada pela crítica.
Este livro mostra que esses artistas marginalizados, a “matéria escura” do mundo da arte, são essenciais para a sobrevivência do mainstream e que frequentemente se organizam em oposição a ele.
Um livro central para quem se interessa por arte intervencionista, coletivismo e economia política do mundo da arte.
A triste história da informação · Silvio Rhatto
Silvio Rhatto · Alana Moraes · Nahema Falleiros
SOBRE O LIVRO:
Quem imaginaria uma epopeia da informação tão trágica?
Muito antes das mazelas atuais das Indigências Artificiais, o drama da formatação e deformação dos corpos e mentes já ensaiava este século pavoroso da informatização totalitária.
O presente livro traça uma arquegeneaologia não convencional, porém precisa, indo desde a aparição até a explosão desta entidade paradigmática que culmina em novas bombas atômicas e espalha um detrito imaterial com consequências palpáveis e atrozes.
Ao conectar "inteligência artificial", desinformação, militarização e colapso ambiental, este livro argumenta que estamos diante de um “Armagedom informacional”, no qual excesso, ruído e manipulação comprometem nossa capacidade de agir, pensar e compartilhar uma realidade comum.
Mas esta não é apenas uma denúncia, Rhatto também aponta fissuras e possibilidades: outras formas de inteligência, outras práticas de comunicação, outros modos de existência que escapem à lógica da indigência artificial.
Hyperpop · Julie Ackermann
Julie Ackermann · Thais Regina · + um a confirmar
SOBRE O LIVRO:
Extrema, extática, experimental, a hyperpop nasceu no início dos anos 2010 com SOPHIE e A. G. Cook.
Ao mergulhar nos meandros do capitalismo digital e de suas culturas de internet, Julie Ackermann ilumina esse gênero ambíguo, que escolheu se fundir ao seu tempo.
Entre utopia queer, aceleracionismo e pós-ironia, a hyperpop aparece aqui como força crítica e estética.